5 passos da doação de sangue

5 passos da doação de sangue
Publicado por Bianca Ludymila Peres no dia 04/05/2015 em Curiosidades

A transfusão de sangue é fundamental para pacientes que por alguma razão não conseguem manter a sua produção diária de sangue para atender às suas necessidades. E também para aqueles que apresentam uma perda súbita de sangue, em quantidade suficiente para que haja risco de morte, como nos casos de traumas, ferimentos e acidentes automobilísticos.

De acordo com o diretor de postos de coleta e agências transfusionais da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), Afonso José Pereira Cortez, a doação de sangue engloba um fluxo de processos que se inicia com um cadastro e segue com pré-triagem e triagem clínica, para assim chegar à doação e aumentar a segurança transfusional. “Sem os doadores não é possível manter o sistema de abastecimento. A triagem é fundamental para garantir que a doação de sangue não traga riscos para o doador ou receptor do hemocomponente doado.”

Após o sangue total ser coletado, ele é submetido a testes sorológicos, que aumentam a segurança transfusional, e em seguida é processado, sendo fracionado em seus hemocomponentes por centrifugação e alguns processos por resfriamento, resultando na produção do concentrado de hemácias (CH), concentrado de plaquetas (CP), plasma fresco congelado (PFC) e crioprecipitado (crio). Ainda seguindo as orientações e obrigações previstas em lei, é realizado o teste de ácido nucleico (NAT), que reduz em média de 35 para 12 dias a ’janela imunológica’ – período em que o vírus permanece indetectável na pessoa já infectada. Além disso, o sangue não deverá ser doado caso o candidato queira saber no exame sorológico (exames para HIV, hepatite ou alguma outra doença) se está infectado, pois o vírus pode estar ainda indetectável na pessoa já infectada, podendo resultar em uma bolsa de sangue contaminada com sorologia negativa e colocando em risco a saúde de quem receberá o hemocomponente contaminado. Aos que desejam apenas realizar o teste sorológico, o recomendado é procurar o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), criado para essa finalidade.


Entenda os cinco passos para a doação de sangue:

Doação de sangue Franco da rocha (Foto: Carol Garcia / SECOM)

Doação de sangue Franco da rocha (Foto: Carol Garcia / SECOM)

Cadastro: os interessados em doar sangue devem se dirigir a um hemonúcleo portando em mãos um documento oficial de identidade com foto (RG, carteira profissional, carteira de habilitação, passaporte ou carteira de identidade de órgão de classe). Nesta fase, é preenchida uma ficha com os dados pessoais do candidato, endereço atualizado e forma de contato.

Pré-triagem: neste processo são verificados pressão arterial, pulso, temperatura, peso e hematócrito (HT), que é a percentagem de volume ocupada pelos glóbulos vermelhos ou no volume de sangue da coleta de uma gota, a fim de verificar se a pessoa tem anemia.

Triagem clínica: durante esta etapa, é realizada uma entrevista individualmente, com caráter de confiabilidade, por um médico ou profissional habilitado com o candidato a doador. Nessa conversa é importante que a pessoa não esconda doenças que já teve ou aspectos de seu comportamento sexual e habitual, pois assim é possível avaliar o risco para doenças transmissíveis pelo sangue, diminuindo a chance de o candidato à doação estar na ’janela imunológica’, já mencionada anteriormente, que consiste no período em que o vírus da doença está no organismo, mas ainda não pode ser detectado pelos testes.

Doação: passadas as etapas anteriores e a pessoa estando apta para a doação, a coleta de sangue é realizada por profissional habilitado de enfermagem com material totalmente descartável. O sangue é coletado em uma bolsa plástica estéril, em sistema fechado para essa finalidade, que seguirá para o setor de processamento para fracionamento, e uma amostra do sangue coletada no momento da doação é encaminhada para a realização dos exames laboratoriais obrigatórios. É muito importante ressaltar que os hemocomponentes originários da bolsa coletada só serão liberados para a transfusão se os exames sorológicos forem negativos.

Lanche: após a doação de sangue, o doador recebe um lanche e é orientado a se hidratar, sendo ainda indicado evitar atividades intensas ou em altura por 12 horas, como andar de bicicleta, carregar peso, manipular grandes veículos, aeronaves, atividade em academia de ginástica etc.


Requisitos para doação

* Portar documento oficial de identidade com foto (RG, carteira profissional, carteira de habilitação, passaporte ou carteira de identidade de órgão de classe);
* Ter entre 16 e 69 anos de idade, 11 meses e 29 dias, sendo que a primeira doação deve ter sido feita antes dos 60 anos;11 meses e 29 dias;
* Peso mínimo de 50 Kg;
* Estar em boas condições de saúde;
* Estar alimentado (mas não poderão ser aceitos candidatos que tenham ingerido refeições volumosas ou ricas em gordura nas últimas três horas);
* Não haver ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;

* Não ter risco acrescido para doenças transmissíveis pelo sangue (usuário de drogas injetáveis e inalatórias, prática de sexo não seguro e vários parceiros sexuais ou ser parceiro sexual de portadores de Aids ou hepatite).

*Obs: o doador menor de 18 anos acompanhado pelo responsável legal deve levar cópia do documento de identidade de ambos e preencher autorização no momento da doação. Se desacompanhado, levar cópias dos documentos de identidade e o documento de autorização para doação com firma reconhecida em cartório.


Foto: Carol Garcia / SECOM

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