Esportes
5 anos atrás

Até quando teremos racismo no futebol?

Momento em que torcedora grita MACACO (foto: reprodução / Youtube)
Momento em que torcedora grita MACACO (foto: reprodução / Youtube)
Passadas semanas ainda repercute a palavra de uma jovem torcedora de futebol contra um jogador do time adversário.

Penso sobre o que pode levar uma pessoa a esse tipo de atitude. Será que ela se acha melhor que seu semelhante só porque possui a cor da pele diferente da dele? Será que ela se sente inferior ao ofendido, que no caso é um astro do futebol e ela uma anônima (agora nem tanto), e tem inveja dele, fazendo uso deste tipo de atitude para tentar melhorar sua auto-estima? Ou será outro motivo qualquer? Pensando no caso não cheguei a uma conclusão.

O acontecimento me fez lembrar as palavras do dr. Martin Luther King Jr., proferidas há mais de cinquenta anos, em seu inesquecível discurso “Eu tenho um sonho”, no qual ele diz: “até quando?”. “Até quando?”, quem poderá responder?

Não estou aqui para condenar ou defender ninguém, existem pessoas competentes para isso. Contudo esse caso me levou a meditar sobre meus atos no dia-a-dia. Será que, por exemplo, quando fecho meus olhos ao pedido do mendigo também não estou fazendo distinção entre pessoas? Será que, quando levanto o vidro do carro ao ver a aproximação do “lavador” , não estou também sendo preconceituoso? “até quando?”

Se usássemos mais a regra de ouro “não faça á seu semelhante o que você não quer que façam á você”, as coisas seriam diferentes. O jogador ofendido, em um ato nobre e digno, perdoou a ofensora, ainda que, ao meu ver com toda razão, quer vê-la arcar com as responsabilidades legais de seu ato.

Que o ocorrido não fique apenas em nossa indignação, mas nos leve a refletir sobre nossas atitudes, até inconscientes, nas quais também agimos com preconceito em relação aos nossos semelhantes. Lembre-se; até aquela piadinha “inocente” a qual as vezes repetimos, pode estar ofendendo alguém. Independente de cor de pele, religião, naturalidade, opção sexual, condição financeira ou qualquer outra coisa, respeitemos nosso próximo, façamos nossa parte para uma melhor convivência entre as pessoas. Que a nobre atitude do jogador ofendido, ao perdoar a ofensora, nos sirva de inspiração.

Recordo ainda de outro caso, envolvendo também um jogador de futebol, que durante uma partida teve uma banana lançada em sua direção. Que gesto do jogador! Pegou a banana e a comeu. Sem dizer nada silenciou a tantos. Naquela ocasião milhares e milhares de pessoas compartilharam o gesto e criaram uma campanha que circulou amplamente nas redes sociais onde diziam “eu também sou macaco”.
Pois é, estamos juntos, basta! Eu também sou MAA-CAA-COO.

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