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3 anos atrás

Clínica quer tratar doenças de rotina com mais agilidade

Depois de perceber as horas gastas por pacientes com doenças de menor gravidade em filas de pronto-atendimento, o médico Rodirley Andrade Diniz, 35, entreviu uma oportunidade de negócio. Com mais três sócios – a também médica Rúbia Moreira, 31, o designer André Andrade, 26, e o engenheiro Frederico Pacheco, 29 –, Diniz resolveu investir em uma clínica particular direcionada às doenças mais rotineiras.

Diniz resolveu investir em uma clínica particular direcionada às doenças mais rotineiras
Diniz resolveu investir em uma clínica particular direcionada às doenças mais rotineiras

Hoje, o paciente de menor gravidade fica, em média, de três a quatro horas para receber atendimentos em postos de saúde ou em ambientes privados”, conta. “Assim, um paciente perde um dia inteiro para tratar um mal-estar, como uma dor de garganta. Se a pessoa, por exemplo, está com infecção urinária e deixa de tratá-la, pode virar uma infecção renal porque ela não conseguiu agendar uma consulta ou não teve tempo de passar uma tarde inteira no consultório”, explica.

Na Dr. Já, que começa a funcionar a partir desta quarta-feira (13) na praça Hugo Werneck, 1.666, na região hospitalar, o objetivo é que o paciente seja atendido em, no máximo, 30 minutos – sem ter marcado horário. A clínica cobra R$ 95 por consulta e também aceita clientes da Unimed-BH. Exames básicos, como urina (R$ 4) e hemograma (R$ 8), também serão oferecidos no local.

Segundo Diniz, o negócio é uma adaptação de um modelo que já existe nos Estados Unidos e cujo lema é “entre e seja atendido”. “Lá, você é atendido igual em fast-food, às vezes nem se mede a pressão. Aqui, a gente vai fazer uma consulta médica completa, um atendimento humanizado”, conta o médico. “Se descobrirmos uma doença crônica, vamos manter o acompanhamento dessa pessoa”.

Em São Paulo, há duas variantes desse modelo: uma que só atende sem hora marcada e outra apenas com agendamentos. Na Dr. Já, existem as duas possibilidades. “Pegamos o melhor dos dois”, afirma Diniz.

Modelo. Os sócios investiram R$ 100 mil na clínica, que tem dois andares e espaço para até sete consultórios. Por enquanto, só um deles vai funcionar – com os dois médicos sócio-proprietários se revezando. Segundo Diniz, o negócio tem potencial para render R$ 67 mil por mês, se mantiver uma média de 36 atendimentos por dia.

Para saber a hora certa de ocupar os outros consultório ou contratar médicos extras, os sócios contam com a demanda. “Quando o tempo de espera dos pacientes estourar os 30 minutos, aí saberemos que é hora de expandir”, explica o doutor Diniz. “É o mercado que vai ditar”, conclui.

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