Educação
2 anos atrás

Dois Garotos … Duas notícias recentes … Dois destinos …

Dois Garotos … Duas notícias recentes … Dois destinos …

Dois Garotos …
Duas notícias recentes …
Dois destinos …

E o enredo de uma hitória, para mim, começa a se delinear …
Era uma vez dois garotos: um tem sete; outro dez anos…
Um vivia no Japão; outro perdido em nossas ruas de São Paulo …
Um castigado severamente pelo pai, foi parar numa floresta; outro marcado pelo abandono, foi parar nas ruas…
Um aprendeu a se virar num bosque cheio de urso selvagens, correu para salvar a sua vida; o outro aprendeu desde sempre a se virar sozinho e a correr contra o tempo…
Um foi salvo por uma cabana e um par de colchonetes; o outro se perdeu dentro de um carro numa noite fria…
O garoto do Japão perdeu o pai pelo castigo excessivo…
O nosso garoto nos afrontou com a sua atitude destemida…
E os dois garotos viraram manchete em nossos jornais:
Um está hoje de volta ao seu lar; o outro não vai mais voltar para algo que nunca teve;
Um continuará, esperemos, com sua rotina de garoto; o outro nunca…mais,nunca…mais…nada…

Ah, garotos,garotos,garotos…

Uma pergunta fica martelando insistente como uma dor aguda: Qual é a medida exata de nossa intervenção? Qual é a medida exata da punição? Qual é a medida exata do amor?

Ah garotos, garotos…
Podemos chamá-los de indisciplinados, de mal educados, de menos infratos, de transgressores…mas são nossos garotos e disso não podemos escapar como educadores que somos.

Não adianta buscarmos quem são os culpados somos todos nós, família, escola , sociedade…ah, são tantos nós…
Hoje estamos aqui discutindo em prol de uma sociedade mais justa e melhor, e ela começa com parcerias como esta, envolvendo todos os segmentos de nossa sociedade, pois grandes mudanças só ocorrem com pequenos gestos, pequenos comprometimentos, pequenas ações, pequenas…

Um país se constrói pela educação de suas crianças e, como educadores que somos, não podemos nos esquivar disso; elas são o ponto de partida e o ponto de chegada de nosso trabalho. Se quisermos um país melhor , comprometendo-nos com ela, assumindo riscos e responsabilidades, assumindo, enfim, o papel que compete a nós, educadores, que é o de E DU CAR.

O pai do garoto japonês sempre ao olhá-lo, sentirá a dor de ums castigo excessivo e quanto a nós? Nós não podemos esquecer de que perdemos mais garoto, mais uma criança… Ao olharmos para o nossos garotos, para as nossas crianças, que estão em nossas escolas, temos de nos lembrar de que o futuro delas está passando por nossas mãos…

Não, não nos esqueçamos de que são …garotos,apenas garotos…

Por: Professora Amadora F. V. Della Beta

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