Equilíbrio, força e resistência, os alicerces da Dança Afro

Equilíbrio, força e resistência, os alicerces da Dança Afro
Publicado por Bianca Ludymila Peres no dia 17/07/2017 em Franco da Rocha

Ao passar dos anos, a sociedade vive em uma constante transformação na cultura negra, valorizando e reconhecendo uma identidade histórica que consolidou o processo de miscigenação do país.

Exemplo dessa ascensão, é a Dança Afro, surgida no Brasil no período colonial, com africanos retirados do seu país de origem para realizarem trabalho escravocrata.

Considerada uma das maiores representações de cultura popular, a dança inspirada nos movimentos de animais envolve força, equilíbrio, resistência.

A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Franco da Rocha traz para os munícipes, de maneira gratuita, a oportunidade de conhecer ainda mais essa atividade, com a oficina de Dança Afro, que acontece no Centro Cultural Newton Gomes de Sá. Veja algumas fotos da oficina

As aulas da oficina são ministradas pela professora, Luíza Ylone, mais conhecida como “Preta”, e conta com cerca de 30 alunos. Em sala é realizada principalmente a dança tribal ou dança das articulações, benéfica para as coordenações motora e rítmica, que melhoram no desenvolvimento da dança afro.

As aulas

A professora Luíza, ressalta que a dança afro é a chave para quem quer se manter equilibrado fisicamente e mentalmente. “Toda pessoa que tem sua cultura, tem também uma identidade própria e praticar a dança afro ajudar a expandir ainda mais essa identidade. É como se fossemos uma árvore e práticas como essa, reforçam nossas raízes”.

Quem participa sente orgulho do esforço que faz para estar nas aulas, como Sílvia Sapucaí, de 39 anos e moradora do bairro Jardim Cruzeiro, que reforça a fala de Luíza. “Várias alunas chegam tarde em casa depois de um dia cansativo de trabalho e mesmo assim, arrumam um tempinho para vir dançar e sentir essa energia que é como uma terapia”.

A aluna Gabriela Thais dos Santos, de 20 anos, falou o quanto as aulas são benéficas para o corpo e para a mente. “Não me ajudou apenas fisicamente, mas também espiritualmente. Durante as danças, nós liberamos e compartilhamos energias. Pra quem sente isso é inexplicável.”

A diversidade de idades na turma é alta, são mulheres de 15 até os 40 anos e não se engane, apesar de uma turma completa por mulheres, a oficina também recebe homens para participar.

A oficina está com vagas disponíveis e, para quem tem interesse de entrar nessa dança, as aulas acontecem todas às segundas e quartas-feiras em dois períodos, na parte da tarde, das 16h30 às 18h30 e durante à noite, das 19h às 21h. O Centro Cultural Newton Gomes de Sá, fica localizado na Av. Sete de Setembro, 120, Centro.

(Texto e foto: Jorge Henrique Ramos)

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