Franco da Rocha
3 anos atrás

Jovem Felipe Pinheiro aprende técnica “Patch Aplic” no CRAS Lago Azul e já aceita encomendas

Com mãos grandes, mas com muita destreza, o jovem Felipe Pinheiro, de 20 anos, aprendeu a colocar a linha na agulha e manusear o ferro de passar roupa para conseguir fazer arte, executando a técnica “Patch Aplic” em tecidos.

Ele teve sua história transformada após a ingressão no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Lago Azul, que conheceu por meio de um amigo que participava do Observatório de Oportunidades.

O “Patch Aplic” foi ensinado pela professora Vanessa Franco, que é a responsável por dar o curso de Inclusão Produtiva no local. Segundo ela, essa técnica pode ser utilizada para fazer enfeites em panos de prato, camisetas, bonés, almofadas, cortinas, entre outros panos passáveis com ferro.

Jovem Felipe Pinheiro aprende técnica “Patch Aplic” no CRAS Lago Azul e já aceita encomendas
Jovem Felipe Pinheiro aprende técnica “Patch Aplic” no CRAS Lago Azul e já aceita encomendas

Com o desenvolvimento dessa técnica e um tanto de habilidade, conquistada com a prática do trabalho, o jovem agora pode ter uma fonte de renda e já está aceitando encomendas. Felipe, que não sabia fazer nada na área de costura, colocou a mão na massa, pegou a agulha e começou a colocar a técnica em prática.

O garoto que encontrou preconceito dentro da própria casa manteve a cabeça erguida e o foco para mostrar que era bom na execução da arte de bordar. “Quando comecei a trabalhar nessa área sofri um certo preconceito, mas, mesmo assim, continuei porque é algo que gosto. Amo fazer artesanato, gostei de aprender essa técnica e vou continuar até dar certo. Quem sabe, abrir um negócio próprio”.

Antes de aprender o agora ofício, Felipe contou que já tinha um interesse por artesanato, fazia algumas artes em casa com jornal e revista como cestarias, vasos espirais, entre outros, e aprendeu tudo vendo dicas pela internet.

Desempregado já há alguns meses, o jovem ficou feliz por ter a oportunidade de fazer o curso na unidade do Lago Azul. “Eu agradeço o apoio da professora que me ensinou muito aqui. É muito importante a ajuda do CRAS e esses cursos auxiliam as pessoas a aprenderem uma função”.

A professora Vanessa, de 33 anos, que começou a ensinar como voluntária no CRAS e hoje é Monitora de Técnicas Artesanais, revelou o que chamou a atenção no menino Felipe. “Além de ser homem e de querer se envolver com artesanato, algo que ainda não tinha visto na unidade nos últimos anos, ele aprendeu a técnica e utilizou dela para fazer a divulgação do próprio trabalho”.

Vanessa também contou um pouco mais sobre a técnica utilizada (Veja algumas fotos xxxx.) “O principal material que utilizamos é o pano de prato, porém a gente deixa bem claro que o vale é aprender a técnica, independente do tecido que será aplicada”.

Sobre a ideia de divulgação de Felipe, Vanessa contou ainda que já faz parte do trabalho de promoção feita pelo CRAS. “Isso já mostra o espírito de empreendedorismo, o protagonismo e autonomia da pessoa que é trabalhada na unidade. Buscamos também habilidade em todos eles para que se descubram”.

Segundo a professora, esse trabalho e a promoção de Felipe, que agora poderá vender sua arte, mostra que o CRAS não é feito só de benefícios sociais, mas também é feito de inclusão.

Para encomendar os produtos feitos por Felipe basta ligar no número: 9.40518361, também atende por Whatsapp.

Vale ressaltar que o curso é promovido em todas as unidades dos CRAS´s (Monte Verde, Jardim Luciana, Lago Azul e Vila Bazu).

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