Franco da Rocha
2 anos atrás

Mais um capítulo é escrito na página da tradicional 74ª Romaria de Franco da Rocha, rumo a Pirapora do Bom Jesus

Mais um capítulo é escrito na página da tradicional 74ª Romaria de Franco da Rocha, rumo a Pirapora do Bom Jesus

No último final de semana, sábado (05), mais um capítulo foi escrito na história dos Romeiros de Franco da Rocha, que participaram da 74ª Romaria rumo a cidade de Pirapora do Bom Jesus.

A atividade teve início às 7h, com a concentração dos participantes dentro do Parque Municipal Benedito Bueno de Morais, ponto de partida para a viagem. No local, o Coral da Cultura, formado pelos alunos da oficina de Canto e Coral, deram um show no palco e já inspiraram os romeiros com suas vozes, principalmente quando cantaram a música Romaria.

Veja fotos da saída dos Romeiros

O presidente da Associação dos Romeiros, Zé Ribeiro, orientou os presentes sobre como seria o trajeto. Prestigiando a tradicional saída, o prefeito Kiko Celeguim desejou boa viagem aos presentes e falou sobre a festa. “Organizar uma atividade como essa não é fácil e parabenizo todos os Romeiros. Em nome da prefeitura, a gente contribui como pode”.

Chegada a Pirapora

Por volta das 17h do mesmo dia, a linha de frente da Romaria deu entrada na cidade de Pirapora e foram recepcionados pelo padre Silvio Andrei, da Igreja do Senhor Bom Jesus. Na sequência, as pessoas presentes rezaram um Pai Nosso e receberam a benção do padre.

Confira como foi a chegada dos Romeiros

Com a palavra, o presidente da Associação dos Romeiros, Zé Ribeiro, falou sobre a tradicional festa, agradeceu o padre pela recepção, parabenizou os participantes pela conclusão do longo trajeto, de aproximadamente 50 km, feito em aproximadamente 7h. “Cerca de 1200 Romeiros, mais ou menos, fizeram parte de mais um capítulo dessa história”.

Apresentação da Orquestra de Viola Caipira

Já com a presença do pôr do sol, próximo das 18h, os membros da Orquestra de Viola Caipira tomaram os assentos no palco em frente à igreja e se posicionaram para a primeira apresentação do grupo. O padre Silvio também subiu ao palco e falou sobre as questões de fé, parabenizou os romeiros pelo longo percurso e, empolgado, deu início ao show dos violeiros de Franco da Rocha. – Veja como foi a apresentação

A orquestra tocou seis músicas sendo elas Cuitelinho, Chico Mineiro, Velha Porteira, Canoeira e Menino da Porteira. “Para fechar tocamos Romaria, música que tem tudo a ver com a festa”, afirmou Fabio Miranda, de 34 anos, professor da oficina de Viola Caipira em Franco da Rocha, oferecida pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer.

Com 17 anos de experiência com a Viola, o professor fez uma avaliação após a apresentação dos integrantes. “Levamos o susto da primeira apresentação e sentimos aquele frio na barriga que sempre acontece”

Fábio falou sobre o sentimento e aprendizado em Pirapora. “Foi uma experiência muito legal para toda a turma. Muitos deles nunca tinham tocado em palco, foi um desafio que aceitamos, pois tenho certeza que vai nos impulsionar para crescer”.

A secretária de Cultura, Esporte e Lazer de Franco da Rocha, Taiana Garcia, também fez parte da apresentação e soltou a voz cantando a música Romaria. Ela falou sobre a sensação de estar com o grupo em Pirapora fazendo parte da Festa do Senhor Bom Jesus. “Aqui estamos vivendo um momento e em um clima maravilhoso. Vida longa à orquestra de Viola Caipira de Franco da Rocha”.

A formação dos violeiros

A orquestra conta com a participação de crianças, jovens, idosos, homens e mulheres. A oficina acontece há cerca de 3 a 4 meses no parque municipal, ao lado da Sede da Guarda Municipal.

Segundo o professor Fábio, a proposta da orquestra é educativa, com o objetivo de ensinar a tocar a viola, fazer um trabalho coletivo com ensaio e apresentações para o público.

O início da grupo também foi descrito por Fábio. “Começou com o projeto que mandei para a Secretaria de Cultura, em um edital de oficinas culturais. Fiz a proposta de montar uma oficina de viola, visto que fazemos parte da Grande São Paulo e, a meu ver, Franco tem muitos traços de tradição caipira, uma cultura até mais rural, que traz todo esse imaginário ligado às modas de viola”, contou.

Um dos integrantes da orquestra, Leonardo Monteiro Celeguim, de 13 anos, falou sobre o que inspirou seu amor pela viola, que passa de geração para geração. “Meu avô Eduardo sempre gostou de tocar. Fui criado junto com ele no interior. Ia sempre para Minas Gerais e peguei gosto”.

Sobre a apresentação, o jovem violeiro afirmou que todos estão de parabéns. “No começou deu nervosismo, principalmente nas primeiras músicas e depois passou. Fizemos uma apresentação que merece nota 10, muito boa”, finalizou satisfeito.

(Texto e foto: Ewerton Geniseli)

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