MEC recorre à impressão digital para evitar fraudes no ENEM

MEC recorre à impressão digital para evitar fraudes no ENEM
Publicado por Bianca Ludymila Peres no dia 03/11/2016 em Educação

No próximo fim de semana, o Ministério da Educação (MEC) vai recorrer à biometria para fazer o reconhecimento individual dos inscritos no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) – fundamental para que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades na hora de realizar as provas. O MEC não divulga se o cadastramento das impressões digitais será realizado no primeiro ou no segundo dia (ou em ambos). O objetivo é que os participantes sejam surpreendidos e não possam enviar outra pessoa para fazer a prova em seu lugar. Cerca de oito milhões de jovens devem passar por essa experiência – sendo que 2,2 milhões de alunos estão no último ano do Ensino Médio e dependem desse exame para ingressar numa das 500 universidades que utilizam o resultado do ENEM como critério de seleção.

Na opinião de Phil Scarfo, especialista em biometria e vice-presidente global de vendas e marketing da HID Biometrics, a autenticação da ‘impressão digital’ tem o mais alto valor de uso no nosso dia a dia, já que se trata de um atributo físico inviolável, que não pode ser alterado por criminosos. “Num futuro próximo, não vamos precisar de bolsa nem carteira, apenas dos nossos dedos para fazer uma série de atividades, incluindo as acadêmicas. Por isso, é uma grande ideia usar a impressão digital para autenticar pessoas que estão participando de um grande processo de seleção. Quando os leitores de impressão digital de alta qualidade e segurança estiverem disponíveis nos smartphones, meios de transporte, locais de trabalho, caixas eletrônicos, escolas, hospitais, academias de ginástica etc., tudo o que fizermos terá um nível de segurança imensamente maior do que hoje”.

O especialista destaca ainda que a maioria dos documentos expedidos atualmente conta com registros de impressão digital: documento de identidade (RG), passaporte, título de eleitor, carteira de motorista etc. “O Brasil está fazendo um enorme banco de dados de impressões digitais, o que permitirá em breve cruzar informações que serão muito úteis para agilizar processos e aumentar a segurança dos cidadãos. A possibilidade de saber ‘quem’ está fazendo ‘o quê’ evita um número enorme de fraudes e ações mal-intencionadas. Além disso, finalmente as pessoas começam a aposentar as senhas alfanuméricas usadas nos últimos 60 anos”.

No âmbito acadêmico, Scarfo diz que o uso de autenticação de impressão digital não é importante somente no controle de acesso dos estudantes às escolas e universidades, mas em tantas outras situações em que é fundamental haver maior supervisão. “Há áreas, dentro de uma instituição acadêmica, com entrada permitida apenas a professores, pesquisadores ou colaboradores. Outras, em que são armazenadas substâncias mantidas sob rígido controle. Há também departamentos com bens de alto valor – como computadores de última geração, equipamentos audiovisuais, telescópios etc. A implantação de um sistema biométrico para aumentar o controle de acesso a esses ambientes gera impacto positivo inclusive na área administrativa de modo geral, já que se restringe a possibilidade de mau uso, danos e furtos”.

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