Nem tudo acaba na quarta-feira

Nem tudo acaba na quarta-feira
Publicado por Wagner "Aleluia" Bastos no dia 10/02/2015 em Cotidiano

Olha o carnaval aí “geeeeente”. Para muitos é a maior festa do ano, para outros é motivo para buscar refúgio longe da agitação desses dias de festa.

Quantos estão, desde a quarta-feira de cinzas do ano passado, preparando-se para o carnaval deste ano. Vivem e respiram preparando-se para esta festa popular.
Outros já compraram pacotes de viagem para locais onde buscarão tranquilidade e paz para esses dias de muito agito.

Independente do gosto de cada um é inegável que essa festa contagia a maior parte das pessoas em nosso país. Como são ricos os desfiles das grandes Escolas de Samba, com seus carros alegóricos e suas fantasias deslumbrantes, preparadas nos mínimos detalhes para aquele grande dia do desfile. Sambas enredos que contam histórias do passado e do presente, cantados com entusiasmo e alegria na passarela, em busca da nota 10.

Além das grandes Escolas de Samba existem também os blocos, os bailes, os desfiles, nos quais os foliões extravasam alegria e diversão. Colocam para fora o grito que está preso na garganta, esquecem os problemas e dificuldades e vivem quatro dias de pura alegria.

Recordo os dias de carnaval de minha infância, onde não poderiam faltar o “esguichador”, o confete e a serpentina. Ai do carro que passasse na rua com o vidro aberto, certamente os ocupantes ficariam molhados ao passar pela criançada sempre alerta com o “esguichador” na mão. Para aqueles que não conhecem , “esguichador” era um brinquedo feito de plástico, parecido com uma garrafa pet, que as crianças enchiam com água e esguichavam umas nas outras e nos carros que passavam pela rua.

Entretanto, nos dias atuais, as coisas mudaram bastante. Muitas pessoas saem de casa não com o espírito de diversão e de brincadeira, saem para provocar confusão e arruaça. Tumultuam a diversão daquelas que querem apenas “pular” o carnaval. Quanta desgraça ocorre pelo abuso das bebidas alcoólicas e pelo uso de drogas ilícitas. Ninguém precisa ser profeta para dizer que muitos irão dirigir após ingerir bebidas alcoólicas e causarão mortes no trânsito ou que muitas brigas e desentendimentos acontecerão durante estes dias de festa. É muito triste ver o “balanço” da violência ao término do carnaval.

Se você gosta de comemorar o carnaval, saia de casa com espírito de festa e de diversão, evite exageros, curta sua festa e deixe que os outros foliões também curtam a deles.
Previna-se para que, daqui a nove meses, não venha a consequência de atos não planejados, cometidos impensadamente no calor da festa. Ou, quem sabe, a consequência não chegue antes, na forma de uma doença. Respeite os outros foliões, torne a festa mais feliz, faça desse período um momento de alegria, cante, dance, diverta-se e deixe os outros também se divirtam.

Se você é do tipo de pessoa que quer sossego neste período, busque um retiro em um lugar mais tranquilo, descanse bastante, revigore-se. Muita Igrejas católicas e evangélicas organizam retiros espirituais neste período, aproveite a oportunidade e junte-se á elas, faça novos amigos e cuide de seu lado espiritual.

Independentemente de seu gosto e opinião sobre o carnaval lembre-se de respeitar as outras pessoas e a opinião e opção que fizeram, cada um passe o carnaval como queira e não se iluda: nem tudo acaba na quarta-feira.

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Wagner

Wagner "Aleluia" Bastos

Formado em administração de empresas, trabalhou por mais de dez anos na área de recursos humanos e, há treze anos, é funcionário público estadual.

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