O grafite que colore as paredes da cidade

O grafite que colore as paredes da cidade
Publicado por Bianca Ludymila Peres no dia 20/07/2017 em Franco da Rocha

O grafite que está conectado diretamente com a cidade e com os munícipes, sempre passa uma mensagem e rodeia as pessoas de inspirações, democratizando essa arte.

No Centro Cultural Newton Gomes de Sá em Franco da Rocha, as aulas de desenho e artes plásticas ministradas pelos professores, Samara Satiko e Douglas Scotti ampliam o alcance a essa arte. Na oficina, os alunos aprimoram diversas técnicas de desenho, sombreamento, pintura, entre outras.

Após esse comprometimento, os alunos podem participar da oficina de grafite que acontece na Biblioteca Municipal Caio Graco da Silva Prado. Confira fotos da oficina

Essa atividade promovida pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Franco da Rocha, faz com que os alunos de grafite tragam uma bagagem de conhecimento na hora de apertar o spray.

O instrumento de embelezamento que tem o objetivo de valorizar o patrimônio público alcança suas metas com paredes que contam histórias, temas abstratos e muitas expressões criativas.

A oficina que já funciona há três anos, com uma média de dez alunos totalmente comprometidos, busca ser uma galeria sem fronteiras. “A ideia é poder sair pela cidade, pois a nossa sala de aula é a rua”, diz o coordenador e professor de artes Douglas Scotti.

Os trabalhos realizados pela oficina de grafite, estampam as paredes da biblioteca como uma galeria a céu aberto, que hoje tem inspirações em conto de fadas, folclore brasileiro, e conta com desenhos da Rapunzel, Visconde de Sabugosa, Boitatá e futuramente livros para dar uma identidade relacionada à biblioteca.

As aulas possibilitam que os participantes façam praticamente todo o trabalho de grafite sozinhos, assim como afirma Douglas. “Antes da integração das oficinas eu via que os alunos só preenchiam os desenhos que eu fazia. Hoje eles fazem 90% dos trabalhos sem a minha ajuda”.

Os alunos que já deixaram diversas cores vibrantes nas paredes da biblioteca, dizem que o grafite foi capaz de mudar a forma que eles veem o mundo, assim como comentou Eder Ramos, morador do Parque Vitória, que está na oficina há mais de um ano. “Todo muro que eu vejo eu quero colorir, dar vida às paredes. Os valores do grafite está nas ruas e pode mudar o dia a dia das pessoas”.

Essa técnica que hoje é uma ferramenta muito importante para acabar com as pichações e vandalismo, já é considerada uma forma de comunicação e expressão. As artes urbanas que vem se espalhando pelas ruas de Franco da Rocha em locais apropriados, também deixaram suas marcas no CAPS II inaugurado no mês de Julho, na Biblioteca Municipal Caio Graco da Silva Prado, entre outros pontos.

Os integrantes da oficina foram convidados para desenhar em um painel personagens da saúde mental: Osório César, Bispo do Rosário e o famoso Freud. O trabalho contou com a participação do artista franco-rochense Fábio Campanholi.

(Texto e foto: Gabriella Oliveira)

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