Franco da Rocha
2 anos atrás

Roda de conversa com Tico Santa Cruz abordou importantes temas em âmbito político e cultural

Roda de conversa com Tico Santa Cruz abordou importantes temas em âmbito político e cultural

Na tarde da última sexta-feira (25), o músico Tico Santa Cruz esteve no Centro Cultural Newton Gomes de Sá para uma roda de conversa com o tema “A importância da formação política e o acesso à cultura”. O evento, que fez parte da programação do Festival de Inverno 2017, começou às 15h e contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas. Confira fotos da atividade

Alguns assuntos como: corrupção no Brasil, religião e sua influência no âmbito da política; mercado cultural, música e suas inúmeras vertentes, escola sem partido, machismo, direitos humanos, legalização das drogas e seus desdobramentos, foram abordados nas perguntas feitas ao artista. Professores, representantes de grupos musicais e pessoas envolvidas com cultura fizeram perguntas ao músico.

Tico começou a discussão dizendo que reservou uma parte de sua vida para se dedicar a conversar com as pessoas sobre o “momento histórico”, segundo ele, que o país vive. “Eu sempre me coloco à disposição para ouvir, em todos os lugares aonde eu vou”, afirmou o músico.

Algumas perguntas feitas ao Tico Santa Cruz

“Você acredita que o mal do país e a corrupção?” perguntou Adilson Cunha, arte-educador no Centro Cultural. Em seu discurso, Tico deu exemplos desde a colonização do Brasil. “O problema do país não é um só”, começou ele antes de uma longa resposta. “O grande problema do Brasil é a educação. A gente sabe que melhorou, mas existe ainda um longo caminho pela frente, e nós sabemos que tudo está ligado à educação”, completou Tico.

Também arte-educadora no Centro Cultural, Tábatha Savarezzi, perguntou ao músico qual é o caminho da cultura pensando no preocupante cenário que o país vive. A resposta foi clara. “Qualquer civilização quando ela é atacada, aquele que está atacando, a primeira coisa que ele domina é a cultura. Porque a cultura é o imaginário e quando você domina o imaginário de um povo, você anula a identidade desse povo”, declarou. Ele completou a resposta dizendo que é preciso colocar representantes da cultura nas pastas legislativas e também identificar indivíduos que tenha capacidade de representar a cultura na política.

A roda de conversa durou cerca de três horas e em muitos momentos o músico recebeu aplausos e o carinho do público presente.

(Texto: Karen Moraes – Foto: Orlando Junior)

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