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4 anos atrás

Sacolinhas serão cobradas em mercados de São Paulo a partir de amanhã

Sacolinhas serão cobradas em mercados de São Paulo a partir de amanhã

Os supermercados da cidade de São Paulo voltaram a cobrar dos fregueses as sacolas plásticas de compras. Neste sábado (11), terminou o prazo de dois meses do acordo entre a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) e a Associação Paulista de Supermercados (Apas), pelo qual duas sacolas eram dadas gratuitamente aos consumidores. A determinação de dar 2 sacolas para o consumidor. Redes informaram que cobrarão de R$ 0,08 a R$ 0,10 por sacolinha.

As famosas sacolinhas não são mais parte dos serviços dos supermercados de São Paulo, a partir deste sábado dia 10 de julho, eles não precisaram mais dar duas sacolas de graça e não só podem, como possivelmente cobrarão todas que o consumidor levar. O acordo do Procon com os supermercados, negociados nos últimos dois meses, determinou que os estabelecimentos tinham a obrigação de dar até duas sacolinhas.

Mas fique atento porque continuará valendo até o mês de novembro, o desconto dos três centavos dado a cada cinco itens comprados (ou a cada R$ 30 gastos) para o consumidor que levar sua própria sacola ou carrinho.

Mas para que a cobrança seja legal, a loja que for cobrar tem que informar o consumidor sobre o preço da sacolinha. Mas há os supermercado que prometeram não cobrar pelas sacolinhas.

A Prefeitura de São Paulo se posicionou acerca do assunto dizendo que o ato de cobrar ou não pelas sacolas plásticas “está relacionado à consciência ambiental de cada empresa varejista”.

“Reiteramos que não existe a intenção de criar uma ‘indústria de multas’ ou criar um clima de perseguição ou constrangimento aos cidadãos, comerciantes ou consumidores. A administração municipal deseja promover um clima de mudança de comportamento com relação ao lixo/resíduo ao oferecer a opção da sacola verde ou cinza para facilitar as compras e estimular a reciclagem. Neste momento, todos devem se adaptar e, eventualmente, podem receber orientação ou advertência”, diz nota.

“Quando o Procon nos chamou para fazer um acordo, acreditávamos que valia a pena fazer um investimento de comunicação que engajasse o consumidor no desafio que toda a metrópole tem, que é diminuir os seus resíduos”, disse o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Paulo Pompilio. De acordo com a entidade, em São Paulo, eram consumidas 700 sacolas por ano por pessoa. A meta é reduzir esse número em pelo menos 60%.

A prefeitura acionou a Justiça para tentar impedir a cobrança, mas o pedido de liminar foi negado no último dia 6. Para o juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1.ª Vara da Fazenda Pública da capital, além de o preço das sacolas não ser alto, o pagamento não é obrigatório, e o consumidor tem a opção de usar suas próprias sacolas para levar as compras. O pedido da prefeitura alegava que a cobrança das sacolas poderia atrapalhar os programas de reciclagem.

Em 5 de abril entrou em vigor lei sancionada na gestão Gilberto Kassab (eleito pelo DEM) e regulamentada por Fernando Haddad (PT) que proíbe o uso de sacolas plásticas derivadas do petróleo. A lei não fala da cobrança pela embalagem, mas permite a oferta de modelos feitos com material reciclável e que podem ser reutilizados para lixo orgânico e coleta seletiva. Mesmo assim, alguns mercados e açougues continuam distribuindo sacolinhas brancas e amarelas, proibidas pela lei municipal.

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Foto: Agência Brasil

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