Bem Estar
1 ano atrás

Uma em cada quatro pessoas sofre de Síndrome Metabólica

Uma em cada quatro pessoas sofre de Síndrome Metabólica

A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública no mundo todo, destaca a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estimativas preveem 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e 700 milhões de obesos em 2025. Nessa época, também deverá haver mais de 75 milhões de crianças acima do peso ou obesas. No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que praticamente metade da população está acima do peso ideal. Mas o que mais preocupa a classe médica, ainda mais que a obesidade, é a Síndrome Metabólica (SM). Trata-se de um conjunto de doenças que atinge uma em cada quatro ou cinco pessoas e multiplica os riscos do infarto: obesidade central (circunferência abdominal acima de 88 cm na mulher e 102 cm no homem); hipertensão; e elevação nas taxas de glicemia, triglicerídeos e colesterol (HDL).

De acordo com Leonardo Piber, médico ultrassonografista do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo, indivíduos com SM têm duas a três vezes mais chances de adquirir uma doença cardiovascular. “Por conta disso, temos recorrido a técnicas mais sofisticadas para determinar não apenas a gordura corporal, mas principalmente a visceral. Afinal, temos encontrado elevada prevalência de SM em pessoas que não são obesas, e a gordura visceral parece ser o elo entre o tecido adiposo e a resistência à insulina, que é uma característica da Síndrome Metabólica”.

Piber afirma que, mais que a medida da circunferência abdominal e a relação cintura-quadril, somente os exames de imagem podem avaliar e quantificar a gordura visceral. “O padrão-ouro para determinar a gordura visceral em uma pessoa é a tomografia computadorizada, já que ela é capaz de diferenciar o que é gordura subcutânea e o que é visceral. Porém, nem todos têm acesso a esse tipo de exame – além do inconveniente de submeter o paciente a uma dose de radiação ionizante. Em anos recentes, passamos a fazer uso da ultrassonografia para avaliar a gordura intra-abdominal, auxiliando no diagnóstico da Síndrome Metabólica. Além de conseguir medir a gordura visceral, trata-se de uma técnica simples, não-invasiva, de baixo custo e sem risco de radiação”.

O médico explica que o exame de ultrassom permite medir a espessura da gordura abdominal subcutânea e visceral, separadamente, fazendo uso de um transdutor posicionado logo acima do umbigo do paciente. A espessura do tecido adiposo visceral obtida tem boa correlação com a área desse mesmo tecido quantificada pela tomografia. “A opção pelo exame ultrassonográfico tem se mostrado não só muito simples e eficaz, como também original, já que esse exame não costumava ser usado na avaliação da gordura visceral e muito menos no auxílio ao diagnóstico da Síndrome Metabólica. Trata-se de um grande avanço”.

Outro avanço na defesa do uso do ultrassom para diagnosticar acúmulo de gordura visceral é o caso de pacientes com gordura no fígado. “Pacientes que sofrem de esteatose hepática, também conhecida como gordura no fígado, têm se beneficiado desse exame também. Vale ressaltar que, exercendo muitas funções fundamentais para o organismo, o fígado pode inflamar e evoluir para quadros mais graves, como cirrose hepática e câncer. Daí a relevância em se lançar mão de um exame acessível, rápido e fácil para tomar medidas preventivas a tempo de salvaguardar a qualidade de vida do paciente”, diz Piber.

Cotidianum

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