Franco da Rocha
2 anos atrás

Uma vida dedicada a salvar vidas: Nidi a motorista de ambulância

Uma vida dedicada a salvar vidas: Nidi a motorista de ambulância

Marinilda Paschoal, de 49 anos, está em Franco da Rocha desde os sete anos, vinda do Pará. Na cidade Nidi, como é mais conhecida, teve que aprender a pisar fundo para salvar vidas há aproximadamente dois anos. Ela é a única mulher concursada que dirige ambulância pela prefeitura, só que a experiência em dirigir já vem há mais de uma década.

Antes de assumir o volante, a motorista revelou que era costureira e que essa foi sua primeira profissão. A partir de 2003, quando prestou o concurso, tudo começou a mudar e teve que encarar logo de cara o preconceito por ser mulher. “Não foi nada muito grave, mas tinham pessoas que admiravam e outras criticavam dizendo as famosas piadinhas como: Tem que ser mulher mesmo no volante pra fazer tudo errado ou lugar de mulher é no fogão, entre outras coisas do tipo”.

Animada, Nidi sabe que está em uma profissão desafiadora e afirma não seguir uma rotina no dia a dia. “Já fiz tantos socorros, salvei muita gente, baleados, esfaqueados, gestantes dando à luz. A gente nunca sabe o que vai acontecer. É sempre uma novidade”, conta.

Além de ajudar a salvar vidas como motorista de ambulância, no período da manhã, Nidi é auxiliar técnica de enfermagem. Mesmo assim, ainda com os preconceitos encontrados ao longo do trabalho, ela manda o recado. “Tenho dois empregos. Os comentários a gente supera, não liga, sempre respondo com a correria na rua, onde eles enxergam a atitude da mulher. A competência é vista na ação, aí depois os homens vem elogiar, falar que foi bacana o trabalho”.

Nidi, com a experiência que tem, ainda serve de exemplo na função e contou uma ocorrência que presenciou. “Acho cruel as pessoas que dirigem com a sirene ligada por qualquer motivo. Eu só ligo quando é necessário. Já aconteceu de eu levar uma gestante para Caieiras, estar com a sirene ligada porque ela estava quase ganhando o bebê, e um caminhão veio e fechou o carro que ia me dar passagem. Ele capotou na minha frente. Por conta disso, tive que parar para socorrer o cara que tinha capotado o carro. Sirene eu só ligo em último caso, não ligo à toa, pois hoje em dia por conta dos outros que fazem errado, ninguém mais respeita”, explica a motorista.

Mãe de três filhos, Taina, Tauani e Nicolas e em uma união há 22 anos, dentro de casa ela conta com ajuda de toda a família. Recentemente, depois de salvar tantas vidas, Nide ganhou uma nova vida para cuidar, o netinho de apenas quatro dias, presente da filha Tauani. “Família é a base de tudo. A minha é maravilhosa. O meu netinho chegou e foi uma festa. Meu marido é 10 anos mais novo que eu e admira meu trabalho. Aos finais de semana cuidamos da casa, e meu marido me ajuda lavando a louça, arrumando o quintal, entre outras coisas”.

Com uma agenda bastante cheia, ela fala sobre a importância da mulher na sociedade. “Ser mulher é fazer tudo, não ver barreira em nada. Isso é ser mulher, ser capaz de tudo” e ainda manda o recado. “Não desista nunca, corra atrás dos seus sonhos”, finaliza Nidi.

(Texto e foto: Ewerton Geniseli)

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